Conheci a Luisa de uma forma muito “fashion”... lá estava ela com sua mãe Cristiana e sua irmã Lorena na telinha da TV. Cá, estava eu, Gracia, aproveitando os primeiros tempos da minha aposentadoria podendo assistir ao jornal depois do almoço. Foi assim que ouvi falar pela primeira vez de Educação Condutiva e também, do sonho de uma jovem mãe em levar sua pequena para a Inglaterra para freqüentar uma escola que desenvolve um método pedagógico, que ensina as pessoas com paralisia cerebral a construir autonomia para os seu desafios diários.
Em poucos dias fui à Florianópolis conhecer pessoalmente a notável Luisa que me sensibilizou desde os primeiros momentos. Daí pra frente muita coisa aconteceu, desde a escrita de um e-mail “meio incrédula” ao NICE (National Institute of Conductive Education), como uma incrível resposta deles, até a visita a alguns centros de Educação Condutiva (EC) e cursos no Brasil, que vou contar aos poucos.
Minha primeira experiência foi quatro meses depois, em outubro, quando desembarquei na cidade do México, rumo à cidade de Cuernavaca onde fica a sede de ConNosotros, uma Instituição que se dedica a desenvolver a EC no México. Conheci a diretora do centro, Margara, via Internet, que me fez o gentil convite para ver os trabalhos desenvolvidos lá e que solidariamente me cedeu um quarto num cantinho inesquecível da escola.
É bom contar que naquela época eu era uma professora, recém aposentada de escola de ensino regular, completamente analfabeta em Educação Especial (até agora só aprendi algumas coisas) e que, pasmem, até pouco tempo pensava que as pessoas com paralisia cerebral não tinham condições de aprender. Assim, ao acordar numa manhã de outono, sozinha, a quilômetros de distância de casa, dentro de uma escola com crianças que se locomoviam com esforço e de todas as maneiras possíveis. Uma mistura de sentimentos me fez sentir pequena, insegura, assustada mas, tremendamente desafiada a viver esta que foi uma grande experiência diante dos meus cinqüenta e tantos anos. Passei os primeiros dias com a emoção à “flor da pele”.
Ir ao México me incentivou a conhecer mais e mais a EC e tornou-se o meu tema de pesquisa de mestrado, que pretendo apresentar este ano. Nesta estadia, de 15 dias, pude observar a prática da educação condutiva e a diferença que esta vivência oportuniza na vida das pessoas. Depois do México não pude parar! Voltei em julho de 2005, em 2006 fizemos dois cursos em Santa Catarina, um na cidade de Itajaí e outro em Florianópolis. Ainda em abril de 2006 fui à Hungria, onde nasceu a EC e Inglaterra, naquela escola do sonho da mãe de Luisa. Para 2007 temos muitos planos...
Como pedagoga, observo que o grande diferencial do sistema pedagógico condutivo é que seus princípios e prática são traçados para promover a aprendizagem consciente e ativa. O que me encanta na proposta da EC é que, entre outros objetivos, este sistema pedagógico se propõe a estimular as pessoas para reconhecerem, acreditarem e explorarem o seu potencial. Todas as tarefas práticas são desenvolvidas em grupo e este é outro princípio fundamental para estimular a aprendizagem. Todo o trabalho é desenvolvido por um profissional, chamado “condutor”, o que exige uma formação teórica e prática de quatro anos, que não temos (ainda) aqui no Brasil. Mas este é mais um outro desafio!
Esta história eu já contei muitas vezes! Cada vez que sou convidada a falar de Educação Condutiva, o início é a história da Luisa, a minha amiguinha de algumas horas, que me marcou profundamente, cuja lembrança me estimula incansavelmente a buscar a Educação Condutiva para muitas outras crianças.
Em poucos dias fui à Florianópolis conhecer pessoalmente a notável Luisa que me sensibilizou desde os primeiros momentos. Daí pra frente muita coisa aconteceu, desde a escrita de um e-mail “meio incrédula” ao NICE (National Institute of Conductive Education), como uma incrível resposta deles, até a visita a alguns centros de Educação Condutiva (EC) e cursos no Brasil, que vou contar aos poucos.
Minha primeira experiência foi quatro meses depois, em outubro, quando desembarquei na cidade do México, rumo à cidade de Cuernavaca onde fica a sede de ConNosotros, uma Instituição que se dedica a desenvolver a EC no México. Conheci a diretora do centro, Margara, via Internet, que me fez o gentil convite para ver os trabalhos desenvolvidos lá e que solidariamente me cedeu um quarto num cantinho inesquecível da escola.
É bom contar que naquela época eu era uma professora, recém aposentada de escola de ensino regular, completamente analfabeta em Educação Especial (até agora só aprendi algumas coisas) e que, pasmem, até pouco tempo pensava que as pessoas com paralisia cerebral não tinham condições de aprender. Assim, ao acordar numa manhã de outono, sozinha, a quilômetros de distância de casa, dentro de uma escola com crianças que se locomoviam com esforço e de todas as maneiras possíveis. Uma mistura de sentimentos me fez sentir pequena, insegura, assustada mas, tremendamente desafiada a viver esta que foi uma grande experiência diante dos meus cinqüenta e tantos anos. Passei os primeiros dias com a emoção à “flor da pele”.
Ir ao México me incentivou a conhecer mais e mais a EC e tornou-se o meu tema de pesquisa de mestrado, que pretendo apresentar este ano. Nesta estadia, de 15 dias, pude observar a prática da educação condutiva e a diferença que esta vivência oportuniza na vida das pessoas. Depois do México não pude parar! Voltei em julho de 2005, em 2006 fizemos dois cursos em Santa Catarina, um na cidade de Itajaí e outro em Florianópolis. Ainda em abril de 2006 fui à Hungria, onde nasceu a EC e Inglaterra, naquela escola do sonho da mãe de Luisa. Para 2007 temos muitos planos...
Como pedagoga, observo que o grande diferencial do sistema pedagógico condutivo é que seus princípios e prática são traçados para promover a aprendizagem consciente e ativa. O que me encanta na proposta da EC é que, entre outros objetivos, este sistema pedagógico se propõe a estimular as pessoas para reconhecerem, acreditarem e explorarem o seu potencial. Todas as tarefas práticas são desenvolvidas em grupo e este é outro princípio fundamental para estimular a aprendizagem. Todo o trabalho é desenvolvido por um profissional, chamado “condutor”, o que exige uma formação teórica e prática de quatro anos, que não temos (ainda) aqui no Brasil. Mas este é mais um outro desafio!
Esta história eu já contei muitas vezes! Cada vez que sou convidada a falar de Educação Condutiva, o início é a história da Luisa, a minha amiguinha de algumas horas, que me marcou profundamente, cuja lembrança me estimula incansavelmente a buscar a Educação Condutiva para muitas outras crianças.

